Outubro Rosa

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que visa alertar as mulheres e a toda a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Esta campanha acontece com mais intensidade no mês de outubro e tem como símbolo o laço cor de rosa.

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O movimento começou a na década de 90, na primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, e desde então, promovida anualmente na cidade. Entretanto, somente em 1997 é que começaram a se promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença, tendo o mês de outubro como epicentro das ações, e sendo hoje realizado em vários lugares do mundo.

A partir daí, vamos entender alguma coisa sobre o Câncer de Mama:

O câncer de mama é  causado pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um  nódulo ou tumor. Hoje a maior causa de morre entre as mulheres é o câncer de mama no Brasil e no mundo. São vários os tipos de câncer de mama. E isso faz  a diferença na evolução e no prognóstico.  Alguns tipos desenvolvem-se rapidamente, enquanto outros são mais lentos. O tipo mais comum é o carcinoma ductal, que aparece nos ductos mamários principais e secundários e tem uma evolução lenta. Para o Brasil, em 2016, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama segundo a estimativa de câncer do Instituto Nacional de Câncer. Depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres.

Os fatores principais de risco do câncer de mama são a história familiar de câncer de ovário; câncer de mama em ancestrais ou parentes correlatos, como tias, irmãs, história familiar de câncer de mama em homens, o que é raro, entretanto grave; alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

A mulher que possui um ou mais desses fatores de risco é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.

Já o câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a no máximo 10% do total de casos da doença. Como já foi dito os homens também podem ter câncer de mama, mas somente 1% do total de casos é diagnosticado em homens. O que torna recomendável também aos homens o hábito de se auto examinar.

O câncer de mama não tem apenas uma causa. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença, a maioria acontece a partir do 50 anos. Outros fatores que aumentam ambientais e referentes ao comportamento que aumentam o risco da doença são a obesidade e sobrepeso após a menopausa; o sedentarismo (não fazer exercícios); o consumo de bebida alcoólica; a exposição frequente a Raios X; a primeira menstruação antes de 12 anos;

A história reprodutiva da mulher também é um fator importante no aparecimento da doença, tais como, não ter tido filhos; primeira gravidez após os 30 anos; não ter amamentado; parar de menstruar tardiamente, após os 55 anos; uso de determinados anticoncepcionais sem controle médico; ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos, sem acompanhamento. Todas estas questões são importantes. Porém não são determinantes para o desenvolvimento de câncer de mama. Contudo, são critérios de adequação para o acompanhamento mais cuidadoso.

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ter seus índices diminuídos com a adoção de hábitos saudáveis como, praticar atividade física regularmente; alimentar-se de forma saudável, evitando alimentos gordurosos; manter o peso corporal adequado; evitar o consumo de bebidas alcoólicas; não fumar e amamentar por um período maior que 6 meses.

É importante que as mulheres observem suas mamas, seja no banho, no momento da troca de roupa frente ao espelho, ou em outra situação do cotidiano, sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
Deve ser valorizado bastante o conhecimento das condições normais do seu corpo.

As mulheres devem prestar atenção aos principais sinais e sintomas do câncer de mama, tais como a presença de um caroço /nódulo fixo, endurecido e, geralmente, sem dor; pele avermelhada, retraída com aspecto de casca de laranja; alterações no bico do peito em aparência ou textura; pequenos nódulos na região embaixo dos braços, na área da axila, ou na região do pescoço; saída espontânea de líquido dos mamilos de coloração avermelhada,principalmente.

As mulheres devem procurar imediatamente assistência médica, ao identificarem alterações persistentes nas mamas. Deve-se ter em conta, que essas alterações nem sempre significam a presença de câncer na mama.

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, e aumentando assim, as chances cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, devem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres. E quando isso acontece já estamos diante de um tumor relativamente avançado.

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento especialmente quando não há sinais nem sintomas, nem história familiar da doença a cada dois anos. Mamografia é uma radiografia capaz de identificar alterações suspeitas. A mamografia digital, hoje, é a que oferece a melhor imagem para análise.

Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada, ajustando o período de acompanhamento à sua necessidade específica.

A avaliação da mama deve também contemplar o uso de Ultrassonografia mamária ou em alguns casos, de Ressonância Magnética. A mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos. Conheça os principais benefícios e riscos desse exame:

Os Benefícios:

● Encontrar o câncer no início e permitir um tratamento menos agressivo e radical;

● Menor chance de a paciente morrer por câncer de mama, em função do tratamento mais precoce.

Os Riscos:

● Levantar a suspeita de câncer de mama. Isso sempre requer outros exames, sem que se confirme a doença com exames de segurança não se deve se precipitar em decidir por nenhum tipo de tratamento. Como  exemplo deve ocorrer a realização de biópsias sempre que houver suspeitas de lesão mamária. Essas biópsias acontecem normalmente em laboratórios de imagem. E o resultado quando falso positivo, causa ansiedade e estresse.

● Existem os casos de câncer existente, mas com resultado de aparência normal no exame,(resultado falso negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher, e é grave comprometimento quanto a rapidez do tratamento.

● Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida pode se tornar um grande problema. Deve-se evitar os tratamentos exagerados. Em caso de dúvida, busque uma segunda opinião médica. Quanto mais precoce o tratamento menor é a injúria provocada e maior a chance de cura.

● Em casos de necessidade de mamografias frequentes é recomendável solicitar a proteção da tireoide ao radiologista ou ao técnico.

● O acompanhamento em clínica privada, pode ser realizado a partir dos 40 anos, a cada ano ou ano e meio. Se houver alterações no exame, ou antecedentes familiares de câncer de mama, o acompanhamento deve ser ajustado à necessidade de cada paciente.

● Já nas instituições públicas, o aporte do tratamento segue a lógica de atender ao maior número de pessoas possível, O que muitas vezes pode postergar os tempos ideais de abordagem na assistência.

● O suporte psicológico e espiritual às pacientes e familiares, é de suma importância para acelerar a recuperação.

José Adalberto Fernandes Oliveira, MD, ME.
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica
Membro Titular da Sociedade Latino Americana de Cirurgia Oncológica
Membro Titular da Sociedade Europeia de Cirurgia Oncológica
Mestre em Ciências Pedagógicas
MBA em Administração em Saúde
Coordenador do Núcleo de Assistência Voluntária Espiritual do INCA I

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